Se você, querido paraense, quer ver um clássico com tanta emoção , rivalidade, quando o Re-Pa, mas quer fazer isso em um lugar que permita a você e sua família se divertirem também de outras formas, tens uma excelente opção. FORTALEZA!
Que me desculpem os torcedores do Sul e Sudeste, mas em matéria de amor ao futebol, ninguém supera o Norte e o Nordeste. A torcida do Ceará que não me deixa mentir. Passou todo o clássico deste domingo cantando e principalmente, tirando onda com o rival, que neste ano, vai disputar a Série C, enquanto o Vozão, está de volta a Série A, após 17 anos. Vai ser gostoso ver o Castelão em ebulição em 2010. Ainda mais com as vovozetes, as meninas do Ceará de estilo “cheerleader norte-americana”, que quase faziam o estádio ir abaixo quando se inclinavam.
Exaltações a parte, Fortaleza e Ceará fizeram um joguinho meio feio no primeiro tempo. Ninguém construía, só destruía. Os deuses do futebol mandaram uma caixinha de emoção para cada lugar que tinha clássico, mas esqueceu do lindo Ceará. Festa mesmo só da torcida do Fortaleza, que vibrou com a expulsão do atacante Preto, após falta violenta. Com um jogo desses, a torcida do Vovô precisou de uns litros de cachaça com soda limonada para se recuperar. Não experimentei, mas se alguém já tomou, me diga se é bom.
A caixinha da emoção chegou só no segundo tempo. E os deuses, como forma de pedirem desculpas, mandaram ainda um outro produto, chamado, surpresa. Foi o Ceará, com 10 em campo, que partiu pra cima do Fortaleza. PC Gusmão botou o jovem Misael. O garoto tinha estrela e na cobrança de escanteio de Arlindo Maracanã, desviou de cabeça para o zagueiro Anderson, também de cabeça, abrir o placar.
O ex-discípulo do “Profexô” Vanderlei Luxemburgo estava com tudo. Botou Thyago Fernandes e ele tabelou com Geraldo, que fez o segundo.
Com o veteraníssimo Paulo Isidoro, o Fortaleza ainda diminuiu, mas no contra-ataque, Misael foi derrubado na área pelo goleiro Fabiano, que foi expulso. O zagueiro Gilmak foi para o gol, mas não evitou o terceiro gol, marcado por Geraldo. No fim, 3 a 1, e uma bela estréia no clássico cearense. Espero que venha mais.
P.S: Por determinação da Polícia Militar, a torcida do Ceará ainda teve que esperar meia hora pra sair do Castelão, para que fossem evitados confrontos com o torcedor do Leão. A violência no futebol paraense está em alta, mas pelo jeito, o Ceará anda pior.
Uma das coisas mais gostosas do futebol pra mim, é assistir jogos de times que muitas vezes não ouvimos falar, de jogadores obscuros, cujos feitos só você e mais alguns gatos pingados viram. É como se aquele clube fosse um pouco seu e aquele jogador, um parente. É de um desses jogadores que falo neste texto.
O paraense que torce por um dos quatro grandes times de São Paulo deve estranhar os novos clubes que surgem a cada ano na Primeira Divisão Paulista. Em 2010, a Série A-1, terá mais um da galeria “que time é esse?”. No caso, o Atlético Monte Azul. Monte Azul Paulista é uma cidadezinha do norte de São Paulo como várias outras. Pequena, pacata e cuja economia depende da laranja e do café. No futebol, a única contribuição que havia dado até agora, foi o técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, o criador do famoso “Carrossel Caipira” do Mogi Mirim e que atualmente, é comandante do time alvi-verde de Campinas na Série B do Campeonato Brasileiro (me recuso a falar o nome dele!). O AMA, como é conhecido, nasceu em 1920, mas somente em 50, se tornou profissional. Após várias entradas e saídas do profissionalismo, voltou para ficar nos anos 90. Em 2007, subiu da Terceira para a Segunda Divisão e em 2009, investiu pesado para finalmente chegar a elite. Trouxe revelações das categorias de base do Corinthians e o técnico Edison Só, famoso no interior paulista pelos inúmeros acessos. Deu certo e em 2010, Santos, Corinthians, São Paulo e Palmeiras vão abalar a tranqüilidade da cidade de apenas 20 mil habitantes e conhecer o estádio AMA, com capacidade para 15 mil torcedores. Isso mesmo, caro leitor. Toda a população de Monte Azul não é capaz de lotar a casa do Azulão de Monte de Azul Paulista. Os outros times que estarão na elite paulista no ano que vem, são o Rio Claro, time que consagrou nos últimos anos o técnico Paulo Roberto (Aquele mesmo da desastrosa campanha bicolor na Série C de 2007), o Rio Branco, que poderia ser chamado de “auto-escola”, pelos volantes de qualidade que revelou, como Mineiro, Marcos Assunção e Flávio Conceição, e o Sertãozinho, da cidade homônima, próxima a Monte Azul, conhecido como “Touro dos Canaviais”. Até onde eu sei, o que tem muito em canavial, é cobra. Eu, hein