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Arquivos da Categoria: Série D

Mariozinho caiu no comando do Cametá. Deu lugar para Fran Costa. O motivo da saída? Teria falado demais. O prefeito de Cametá, Waldoli Valente, não gostou do técnico ter exposto as mazelas do clube, que há um mês não paga salários.

Com essa gestão, o Cametá vai caminhando para as férias. Faltou visão dos dirigentes. A Série D exige mais investimentos que o Parazão.

Pelo grupo do Remo, o América-AM venceu por 3 a 1 o Cristal-AP. No Amazonas, o América é uma espécie de Tuna Luso. Poucos torcedores, mas fiéis. Antes da competição, uma empresa de marketing tinha planos ambiciosos para fazer do time mais famoso. O clube até mudaria de nome, se chamaria Manaós. Mas tudo foi por água abaixo por discordância entre os caciques do clube e da empresa. E de mala e cuia, o América foi para Rio Preto da Eva, interior do estado, onde começaram bem a Quarta Divisão.

No grupo A2, Náuas e Vilhena apelaram para a criatividade em um campeonato onde os clubes são marcados pela pouquíssima verba. O Náuas forneceu o transporte para o Vilhena ir de Cruzeiro do Sul, onde o time estava hospedado, para Mâncio Lima, local da partida. Em troca, o Vilhena fará o mesmo quando for visitado pelo time da região do Juruá. O Náuas é de Cruzeiro, mas teve que jogar a 30 km de distância devido a obras no seu estádio, a Arena do Juruá. Nos dois times, os jogadores locais são maioria absoluta. Rondônia mostrou que tem uma safra um pouco melhor e o Vilhena venceu por 2 a 0.

JV Lideral e Flamengo-PI jogaram para um dos menores públicos da rodada. Apenas 240 pessoas foram ao Nhozinho Santos, em São Luís. O jogo foi na capital porque o estádio Frei Epifânio, em Imperatriz, não foi liberado. A diretoria do Trator do Camaçari, como é conhecido o JV, culpa a Secretaria de Obras de Imperatriz por não emitir um laudo. Pouca gente se aventurou a encarar os mais de 500 km que separam Imperatriz de São Luiz. Ficou faltando inspiração para os dois times: 0 a 0 No outro jogo, também faltaram os gols. Guarany de Sobral-CE e Sampaio Corrêa-MA fizeram uma partida de muitos passes errados e poucas chances de gol. O Guarany é comandado por Armando Dessedards, o gaúcho sobrevivente do trágico acidente do Brasil de Pelotas e do qual falei recentemente no blog, pela sua relação de amor e ódio com a torcida do Ferroviário, seu antigo clube. No Sampaio Corrêa, quem se destaca é Rodrigo Ramos, goleiro que foi assediado por Águia e Remo, mas no final, ficou mesmo na Bolívia Querida, rebaixada para a Série D ano passado.

O Santa Cruz, o grande favorito ao título. Colocou duas bolas na trave do CSA. Mas no final, quem venceu foi o CSA, do atacante brasileiro naturalizado espanhol Catanha, calando o Arruda. Se serve de consolo, no ano passado a Cobracoral estreou vencendo o mesmo CSA por 3 a 0, mas no final, foi eliminado na primeira fase. Quem sabe isso não seja sinal de que tudo será diferente? Em Sergipe, o Confiança acabou com a sequência de sete derrotas consecutivas e bateu o Potiguar de Mossoró por 1 a 0. Para acabar com esta sequência, os sergipanos chamaram Maurício Simões, uma lenda no futebol nordestino, pelos títulos estaduais conquistados na região. Não confunda este Potiguar com o clube de onde saíram Thiago Potiguar, Vaninho e Álvaro.

Outro fato fiel ao estilo mambembe da Série D aconteceu no estádio Presidente Vargas, em Campina Grande. A partida entre Treze e River Plate-SE foi interrompida por falta luz. Aos 28 do segundo tempo, houve problemas no refletor. Os minutos finais serão jogados nesta segunda-feira, às 15 horas. O Treze-PB vai vencendo por 1 a 0, gol do paraense Cleo. Faltou energia também no estádio Lacerdão, em Caruaru. Mas neste caso, a energia voltou rapidamente. Pior para os donos da casa, o Central, que amargaram uma derrota por 1 a 0 para o Fluminense de Feira de Santana-BA.

Duelo candango pelo grupo A6. E o Ceilândia, atual campeão do Distrito Federal, levou a melhor, com dois gols do veterano Dimba, que chegou a ser ídolo no Botafogo. Botafogo-DF e Araguaína, estréiam nesta segunda, às 20:30.

Terceiro colocado no Campeonato Baiano deste ano, o Camaçari desmanchou quase todo o time logo depois.  A preparação para a Série D começou apenas 20 dias antes da estréia. Colocando tudo isso na balança, o 1 a 1 em casa contra o Rio Branco-ES até que não foi mau negócio. Ter posse de bola não significa ter domínio do jogo. O América-RJ saiu do Triângulo Mineiro com esta lição. Teve a bola na maior parte do jogo, mas eficiência mesmo, foi o Uberaba quem teve. Os mineiros golearam por 4 a 2, com direito a gol olímpico.

Já o Madureira, no calorento estádio de Conselheiro Galvão, no Rio, se impõs e venceu por 1 a 0 Tupi-MG. O Botafogo, do ex-atacante do Remo, Luiz Muller, também se deu bem. Foi até Campo Grande e venceu por 1 a 0 o Cene-MS. Destaque para o goleiro Jamilton, do Botinha, que salvou o time de Ribeirão no último minuto.

10 – Remo 1 x 5 São Raimundo

O Remo ainda era um time em formação. Mas ser goleado em pleno Baenão, doeu demais no âmago do torcedor azulino. Ainda mais porque o Pantera era um concorrente na luta pela vaga na Série D. O então desconhecido Michel e Helcio não tiveram nem dó e nem piedade dos garotos do Leão. Ali se apresentava o alvi-negro que iria muito mais longe.

9 – Remo 2 x 2 Paysandu – 1º turno do Parazão

O primeiro Re-Pa do ano foi praticamente todo 11 contra 10. Logo no início do jogo, o Leão perdeu Marlon, expulso. Com 2 a 0, a parada parecia ganha para o Paysandu. Mas o Remo foi buscar, empatou e Rossini ainda perdeu um pênalti. Adriano, chamado de “paredão” pelos remistas, atacava de novo.

8 – Sampaio Corrêa 0 x 0 Paysandu  – A Batalha de Codó

Um empate no interior maranhense bastava. O adversário era limitadíssimo. Mas o jogo, que valia a classificação, ficou ainda mais arriscado no final. Com a vitória do Rio Branco sobre o Águia, os bicolores tinham que manter o resultado para não serem rebaixados para a Série D. Era como pular em um trapézio sem rede. O gol da Bolívia Querida não veio e o Paysandu mantinha por mais dois jogos, o sonho de chegar a Série B

7 – Remo 2 x 1 Paysandu – semifinal do 2º turno do Parazão

O Re-pa 700 era de vida ou morte para o Re. Se não vencesse, o Remo faria ali o último jogo oficial do ano. E tudo levava a crer que seria mesmo. O Paysandu sobrava no Parazão e depois de vencer o Primeiro Turno, queria faturar o 2º. Mas na base da raça, o Remo abriu vantagem com Helinho e Beto, de pênalti.
O Papão ainda diminuiu com Reinaldo. Mas antes, Rossini ainda teve mais um pênalti para bater.  E desta vez, foi na trave. O jogador, que ficou conhecido em Belém pelo amor as noitadas, também ficou marcado pelo que fez na marca da cal.

6 – Remo 0 x 2 Flamengo – Copa do Brasil

O resultado não foi dos melhores. Significou o adeus do Leão a Copa do Brasil. Mas ver um clube da Série A em Belém deixou na boca do paraense o gostinho do mel da elite, que os clubes locais há muito tempo não experimentavam. E o Remo chegou a flertar com o jogo de volta. Fez um primeiro tempo onde jogou de igual pra igual. Mas na etapa seguinte, veio o choque de realidade. Como diria Humberto Gessinger, “estamos longe demais, das capitais”;

5 – São Raimundo 2 x 1 Remo – Final do 2º turno do Parazão

Não foi desta vez que o interior teve um campeão paraense. Mas pela primeira vez, houve uma decisão de turno no interior. Este jogo começou fora de campeão. Em reunião no final do ano passado, a Federação Paraense determinou que “a princípio”, as finais do Parazão aconteceriam no Mangueirão. O Remo tentou se aproveitar desse “a princípio” para colocar o jogo de volta no Mangueirão. Depois, ainda tentou fazer com que o São Raimundo perdesse o mando devido a confusão na partida contra o Paysandu, no 2º turno. Não adiantou chorar. O Leão teve que ir a Santarém, e lá, viu o sonho de chegar a Série D se afogar nas águas do Tapajós. E voltou para Belém pensando em que lugares do interior do Pará iria “passar o chapéu”.

 

4 -  Zé Augusto – O terçado das causas urgentes

Há nove jogos, os bicolores não comemoravam uma vitória no Re-Pa. O Águia era um adversário que sempre dava trabalho. Adriano, Artur, João Galvão. Estes nomes causava arrepios nos bicolores. Não causam mais. E isso começou a mudar em 22 de março, aos 33 minutos do segundo tempo do Re-Pa. O zagueiro Roni, um dos mais perseguidos pela torcida, é tomado pelo espírito e não pela lei de gerson”, e lança primorosamente para Balão, que nem precisou levantar a cabeça para cruzar. Ele sabia, depois de mais de 10 anos de convivência, que o fiel companheiro Zé Augusto estaria lá. E estava para acabar com a sina de nunca marcar no clássico.
E depois, na Série C, lá estava ele de novo. Para fazer o gol da vitória sobre o Águia no último minuto. Os fantasmas estavam espantados.

3 – Paysandu 6 x 4 Castanhal – Semifinal do 1º turno do Parazão

Jogo ofensivo, pra frente, onde os gols tinham que ser no capricho. Mas um deles chamou mais atenção. O lateral Alexsandro passa pelo goleiro Alencar Baú e ao invés de simplesmente chutar, deu um mergulho para marcar de cabeça. Foi o “gol jacaré”. O momento mais marcante do lateral que deixou a Curuzu durante a Série C sem deixar um pingo de saudade. Mas naquele dia, deu um pingo de humor ao jogo.

2 – Águia 2 x 1 Fluminense

No início de 2008, Aleílson era um simples funcionário de uma fábrica de rodos e vassouras. Jogava sua pelada no final de semana e gostava de assistir pela televisão o seu Flamengo enfrentar o Fluminense. Um ano depois, ele não assistiu o Tricolor. Ele o enfrentou e ainda marcou um dos gols da vitória. O ex-braçal ainda sofreu o pênalti que originou o segundo gol. Através do gesto simplório do técnico João Galvão, que lhe deu uma caixa de bombons antes do jogo, Parreira deve ter achado que no campo o time marabaense seria cortês também. Pobre pé de uva. Na volta, 3 a 0 Flu, mas o resultado que vai ficar na memória é o da noite de gala de 17 de abril.

1 – São Raimundo campeão da Série D do Brasileiro

Quem disser que esperava isso, está mentindo. Nem mesmo jogadores e dirigentes do São Raimundo esperavam. O Pantera cometeu todos os pecados típicos dos clubes paraenses durante a campanha. Trocas seguidas de técnicos, salários atrasados, saída constante de jogadores e falta de estrutura.Em alguns momentos, chegou-se a abrir a possibilidade dos santarenos deixarem a competição. Problemas superados pela vontade de vencer e pela maturidade do elenco, que na decisão contra o Macaé, soube manter a calma para virar o jogo. E toda essa campanha foi feita a preço de banana. O Mundico tinha uma das menores folhas de pagamento da Série D.

sraimundo

Nós, jornalistas que militam na imprensa esportiva paraense vivemos repetindo um mantra. Para um time poder subir de divisão, ser campeão, é preciso estrutura, dinheiro, planejamento, elenco, blá, blá, blá. E aí vem o São Raimundo e faz a gente rasgar o papelzinho onde escrevemos tudo isso. Quem mandou querer dar uma de sabe tudo? E a velha opinião formada sobre tudo, demoronou.

O Pantera fez tudo diferente do que a cartilha do futebol vencedor diz. Estrutura tinha pouca. Dinheiro também. Em Santarém, jornalistas locais relataram atraso de salários e até falta de água em treinos. Faltou água também no hotel que os jogadores dormiam. O rio Tapajós tratou de refrescar o corpo e a mente deles.

A falta de estrutura provocou um entra e sai de jogadores. Marabá, Garrinchinha, Dudu, Jackson, entre outros, abandonaram o barco antes do acesso. Labilá saiu, mas depois voltou. Sem contar as constantes trocas de técnico. Primeiro foi Artur, depois Carpegiane Sarmento e finalmente Lúcio Santarém. E antes de Lúcio, Valter Lima chegou a acertar, mas depois “desacertou”.

Por que então o São Raimundo conseguiu subir? Os adversários estavam ainda piores. Moto Clube e Tocantins estavam em situação financeira ainda pior. Os tocantinenses precisaram até da ajuda da torcida santarena para poder se alimentar após o jogo contra o São Raimundo. O Cristal até estava melhor estruturado, mas faltava qualidade técnica no elenco, formado por vários jogadores rodados por clubes pequenos do Pará. Quis o destino que este Cristal fosse a última pedra no caminho antes do acesso. O São Raimundo não tinha nada a ver com isso e subiu.

Porque também tinha um goleiro confiável (Labilá). Dois laterais que não comprometem (João Pedro e Ceará). Uma defesa entrosada e firme (Preto Marabá e Filho). Dois volantes competentes (Marcelo Pitbull e Beto). Um armador que acelera (Michel) e outro que cadencia (Trindade), compensando as limitações do ataque. E tudo feito com raça, presente durante toda a Série D.

Mas para 2010, serão necessários reforços. Que o empresariado do oeste do Pará possa ajudar nesta missão. E que o santareno possa entender que mais importante do que assistir jogo dos clubes cariocas, é incentivar o futebol local.

Isso quer dizer que o Remo não precisa fazer muita força para subir? Precisa sim. A próxima Série D terá clubes mais estruturados, que terão o dinheiro de políticos de olho nas eleições. E o Santa Cruz ainda estará mais uma vez na competição, com uma possibilidade razoável de cruzar com o Leão no meio do caminho.

Campos ruins, salários baixos, clubes sem estrutura. O cardápio indigesto da Série D todo mundo já conhece. E que foi mostrado pelo repórter Andrei Kampff em uma série sobre a famigerada Quarta Divisão Nacional no Jornal da Globo. Na matéria, lá está o Naviraienses-MS com sua rifa, feita para pagar os salários dos clubes, o Alecrim-RN, com cartolas que tem que pagar a passagem do próprio bolso e o nosso São Raimundo-PA, com sua televisão utilizada por todos.

O que a matéria não citou, é o sério problema que o Pantera e todos os times da região amazônica enfrentam: os altos gastos com deslocamentos. Para jogar a Série D, times de outras regiões tem que percorrer enormes distâncias, mas que podem ser feitos por estradas. No caso de Moto Clube-MA, Cristal-AP, Gênus-RO, entre outros, só é possível fazer isso via aérea.

Vá a ao site de uma das companhias aéreas e veja quando custa uma passagem de São Luis a Santarém. Veja e depois multiplique por 20. Adicione o fato desses clubes já não disporem de estrutura e patrocinadores. Temos um cenário onde várias equipes andam na corda bamba, com risco de desaparecerem do mapa e ainda precisam muitas vezes, da ajuda de prefeituras e estados, procedimento pra lá de discutível, já que estamos falando de regiões carentes de recursos.

A Confederação Brasileira de Futebol surpreendeu a todos em 2007, quando decidiu que não ia mais pagar as passagens dos clubes da Série C. Em cima da hora, várias equipes pularam fora do barco. Pobre Confederação, ganha tão pouquinho com patrocinadores da Seleção.

A instituição comandada por Ricardo Teixeira deveria ajudar seus filiados mais necessitados. Poderia se empenhar em conseguir um patrocinador para a competição. Não o faz. Mas se não quer ajudar, que ao menos não atrapalhe. Não faça regulamentos esdrúxulos onde times eliminados podem ressuscitar. Faça uma competição que atraia um mínimo de interesse. Use o o próprio site para divulgar os clubes, ao invés de noticiar apenas mudanças de datas e horários dos jogos.

O Acre não participou da competição de 2009. Em 2010, mais estados podem ficar de fora. E o futebol da Amazônia é o maior ameaçado.

Pegue um campeão de Copa do Brasil, um vice-campeão de competição sul-americana e com 16 ex-integrantes da Série A. Parece bom? Então, saudações a quem tem coragem de acompanhar a Série D do Campeonato Brasileiro, que começa neste final de semana.
Em campo, 39 clubes de todos os estados, exceto o Acre. Nenhum clube acreano quis entrar na disputa. Aliás, clube rejeitando a competição foi algo que não faltou. Enquanto conta os milhões que ganha com patrocinadores, a CBF, entidade que deveria incentivar o futebol, fez de tudo para sabotar a competição. Negou qualquer ajuda aos participantes e ainda por cima, fez um regulamento esdrúxulo.
Os times foram divididos em 10 grupos, com quatro clubes, exceto o Grupo 1, com apenas três. Somente o campeão de cada chave avança e os vencedores se enfrentam em um mata-mata, método que será empregado até o fim. Aí vem “a grande sacada” da CBF. Como vai ser a disputa com cinco clubes? A entidade decidiu então que os três melhores eliminados seguem na competição. Ou seja, ganham uma vida-extra. É a vida real copiando o vídeo-game. Os quatro clubes que depois avançarem, já podem comemorar. Estão na Série C de 2010.

Veja os grupos

GRUPO A1 (GENUS-RO, RORAIMA-RR, NACIONAL-AM)

Sem dúvida, é o trio que mais tem motivo para chamar a CBF de madrasta. Aqui, quase todos os deslocamentos são aéreos. E dos três estados, dois estão na rabeira da riqueza do futebol brasileiro. Por isso, o Gênus entra em campo com um time formados por jogadores genuinamente caseiros, comandado por Nilo Neves, lateral do Internacional nos anos 60 e 70. O Atlético Roraima foi mais ousado e buscou jogadores no interior de SP e no vizinho Amazonas. Tanto reforço deu ao técnico Marcos Bruno uma difícil missão. Dar entrosamento em menos de 10 dias ao seu elenco. A estrela do clube seria o presidente, Carlos Alberto Torres. Mas este, não é o capitão do Tri, e sim um ex-jogador de clubes como River e Nacional-AM, um dos rivais do Tricolor da Mecejana
Já o Nacional-AM, comandado pelo ex-meio-campo da Ponte Preta, Wanderley Paiva, tem Sandro Goiano, que não é o volante e sim um atacante vindo do Araguaína. Ao lado dele, Kitó, que ficou famoso pelo gol “a la Maradona” marcado no Amazonense deste ano.

GRUPO A2 (Cristal-AP, Moto Club-MA,São Raimundo-PA e Tocantins-TO)

Neste grupo, estão dois rebaixados nos seus estaduais (Moto Club e Tocantins). E como não poderia ser diferente, entram reformulados na Série D. E como se não bastasse isso, três times estréiam com novos técnicos.
Ás vésperas da estréia contra o Cristal, o Tocantins-TO, novo integrante da Segundona de Tocantins, perdeu o técnico Nélio Pereira, que comandou o Tiradentes na Primeira Fase do Parazão. O superintendente Jair da Silva é quem vai comandar o time, que tem no ataque, o ex-remista Léo Oliveira, além do zagueiro Flávio, conhecido no Pará pelo fortíssimo chute de esquerda.
O Cristal também anda com problemas. Depois da derrota em amistoso para o Remo, o técnico Gebran Zogbi foi demitido. O preparador de goleiros, Luís Carlos, é quem por enquanto, comanda o time, que deve ser assumido pelo supervisor do Paysandu, Charles Guerreiro.
Os rivais passaram por mudanças no comando e o São Raimundo, não é exceção. O vice-campeão paraense agora é comandado por Artur Oliveira, que substitui Valter Lima, agora no Paysandu. Artur começa no Pantera com a missão de encontrar um novo maestro, já que Michel, vai fazer companhia a Valter Lima no Papão após a partida deste domingo.
Só quem está estável com um comandante é o Moto Clube, que está com Abel Ribeiro, treinador com experiência no futebol do sul. O Papão maranhense, porém, entra sob a responsabilidade de apagar da memória da torcida o rebaixamento no Maranhense.

GRUPO A3 (Treze-PB, Alecrim-RN, Ferroviário-CE e Flamengo-PI)

Lembram do Rosembrick? O meia revelado no Santa Cruz chegou até ao Palmeiras. Mas no Verdão, o homônimo do ex-jogador da Seleção Holandesa não mostrou tanta bola assim e agora, é o principal reforço do Treze-PB. No ataque, o veterano Gauchinho, que enfrentou o Paysandu no ano passado vestindo a camisa do Luverdense.
O Alecrim, uma espécie de Tuna do futebol potiguar, também tem sua estrela no ataque. O experiente Maurício Pantera com passagens por inúmeros clubes do Nordeste. Para atrair torcedores mais jovens durante a campanha na Série D, o clube chegou até a promover show de rock. Quem também está no Alecrim é Barata, rebaixado com o Fluminense em 1996.
A Tuna cearense é o Ferroviário-CE, que teria como destaque, Jardel. Mas “Super Mário”, como ficou conhecido em Portugal, deixou o clube que o revelou. E o técnico Gilmar Silva conta basicamente com jogadores locais. Entre eles, o meia Junior Cearense, ex-Fortaleza.
A estrela do Flamengo-PI está no banco. O gaúcho Paulo Moroni, bi-campeão piauiense pelo rubro-negro, voltou para dirigir o clube novamente

GRUPO A4 (CSA-AL, Central-PE, Santa Cruz-PE e Sergipe-SE)

Ninguém entra nesta Série D com tanto peso nas costas quanto o Santa Cruz-PE. Os paraenses adoram exaltar o fanatismo das torcidas de Remo e Paysandu. Mas o só o Santa mesmo consegue lotar o estádio para uma simples troca de gramado. Mas assim como os adversários, o Santa não mexeu muito nos cofres. Para manter os pés no chão, o clube demitiu o técnico Márcio Bittencourt, que não aceitou reduzir o salário e foi substituído por Sérgio China, ex-jogador do clube nos anos 80 e 90. Entre os principais nomes do time, estão Marcos Tamandaré, lateral revelado no rival Sport e que já passou pelo Corinthians, e o atacante Reinaldo, campeão paraense pelo Paysandu.
Na missão de impedir o Santa de seguir na Série D, o Central-PE, tem um elenco formado essencialmente por jogadores locais e estados vizinhos. O “homem-gol” é Bibi, ex-Sport.
Apesar de toda a tradição, o CSA-AL só está na Série D pela desistência de todos os clubes do Estado. Porque no Alagoanão, o time da família Collor foi simplesmente rebaixado. O vice-campeão da Copa Conmebol trouxe da Paraíba o técnico Freitas Nascimento, um dos responsáveis pelo acesso do Campinense-PB a Série B. O jogador mais conhecido é o zagueiro Thiago Messias, ex-Palmeiras. No ataque, o paraense Junior Amorim é a esperança.
Considerado azarão nesta disputa, o Sergipe fez investimentos modestos. O time tem um “craque argentino” no ataque. Só resta saber se Kemps joga tanto quanto o homônimo.

GRUPO A5 (Atlético-BA, Fluminense-BA, Rio Branco-ES e Macaé-RJ)

Para quem não sabe, o Atlético-BA é de Alagoinhas, terra de Charles Fabian, atacante campeão brasileiro com o Bahia em 1988, e que no auge da carreira, foi levado para o Boca Juniors por ninguém menos que Diego Maradona. Alagoinhas volta agora ao cenário nacional, agora com um clube em uma competição nacional. Quase todos os jogadores são desconhecidos do grande público, sob o comando do técnico Ferreira, que estava no Feirense, também da Bahia.
O Fluminense de Feira de Santana também não foi muito longe na hora de buscar reforços. Grande parte do elenco é formado por destaques de clubes do interior no Baianão deste ano, como o atacante Ricardinho, um dos principais artilheiros do estadual pelo Feirense. Quem comanda o time é Zanata, ex-ídolo de Flamengo, Bahia e Atlético-MG e que agora, tem sua primeira experiência como técnico.
Em sua primeira experiência na Série D, o Macaé resolveu se reforçar com jogadores experientes. No elenco, estão nomes como o goleiro Lugão, campeão da Taça Guanabara de 2005 pelo Volta Redonda. O lateral Bill, que já passou pelo Botafogo e o ex-Fluminense Marciel. O técnico é Toninho Andrade, figura carimbada do interior do Rio.
Dono da maior torcida do Espírito Santo, o Rio Branco-ES tem um rei: Marcelo Pelé. Mas a única semelhança dele com Edson Arantes do Nascimento é o apelido mesmo. A carreira de Marcelo é restrita ao Espírito Santo e a pequenos clubes mineiros. O nome mais conhecido do clube está no banco: o preparador de goleiros Hiran, que vestiu a camisa 1 de Ponte Preta e Guarani. Nos dois clubes, ficou conhecidos pelas defesas e pelo jeito excêntrico.

GRUPO A6 (Tupi-MG, Friburguense-RJ, Paulista-SP e Madureira-RJ)

Há quatro anos atrás, o Paulista conquistava a Copa do Brasil. Mas de lá pra cá, administrações desastrosas levaram clube ao rebaixamento para a Série C e depois para a D. Para repetir as glórias do passado, o Galo da Japi voltou as origens e trouxe um velho ídolo. O atacante João Paulo, que já disputou a Série A, pelo Juventude, está de volta. Ao lado dele, vários atletas das categorias de base e dois campeões da Copa do Brasil em 2005. Julinho e Lucas não deixaram saudade no Remo, mas em Jundiaí, eles são respeitados. Gosto não se discute né?
O Madureira fez o mesmo caminho que vários adversários na Série D: foi bater na porta dos vizinhos para se reforçar. E sonhando em repetir o exemplo do Duque de Caxias, contratou o técnico Antônio Carlos Roy, o rei do acesso no Rio.
Natural de Nova Friburgo, um dos points preferidos dos ricaços cariocas que gostam de passar frio, o Friburguense confia no técnico Cleimar Carvalho e na experiência do goleiro Adriano. Aos 40 anos, o ex-rubro negro parece não querer parar tão cedo.
No Tupi, o clube encara a Série D com juventude até no comando. Leo Conde, de apenas 31 anos, é o treinador Carijó.

GRUPO A7 (Uberaba-MG, Uberlândia-MG, Mirassol-SP e Ituano-SP)

Parece dupla sertaneja, mas Uberaba e Uberlândia não se misturam muito. Como cidades, rivalizam pela primazia de serem a “capital” do Triângulo Mineiro. No futebol, não é diferente. Na hora de se reforçarem, os dois times escolheram caminhos semelhantes: atletas do interior de SP e MG. O Uberlândia trouxe para o meio-campo Leonardo Salino, irmão gêmeo do ex-Flamengo, Leandro Salino. Já o Uberaba, contratou o lateral Filipe Souza, revelação do Santos, emprestado pelo Peixe para ganhar experiência.
No Mirassol, um ex-remista é quem dá as cartas. Luis Carlos Martins é quem comanda o Leão. Perto do ponta-pé inicial, Martins ganhou o reforço do zagueiro Gustavo. Com apenas 19 anos, o jogador chamou a atenção do Inter. Gustavo chegou a ir por empréstimo para o clube gaúcho, mas decidiu voltar depois que descobriu que só jogaria pelo time B.
O Ituano seguiu o caminho contrário da maioria e trouxe atletas experientes. O goleiro Pitarelli é um deles, além do zagueriro Picon, revelado no São Paulo. Quem também se destaca é o homem responsável pelas contratações. O ex-meia Juninho Paulista, campeão do mundo pelo São Paulo e pela Seleção, assumiu as rédeas do clube que o revelou.

GRUPO A8 (Brasília-DF, CRAC-GO, Anapolina-GO e Araguaia-MT)

O Grupo 8 mostra como o futebol dá voltas. Basta olhar para a lateral do Anapolina, onde Russo, que até passou pela Seleção Brasileira, é o principal nome. Se você ainda não se convenceu, então dê uma espiadinha no meio-campo do Brasília, de Wellington Dias, a estrela do Brasiliense na campanha do vice-campeonato da Copa do Brasil de 2002.
O Crac é comandado pelo ex-zagueiro do Marília, Wladimir Araújo e no ataque, Marcelo Peabiru, que passou pelo Santos sem deixar saudade. Em sua primeira aparição no futebol nacional, o Araguaia conta com o treinador Marcos Birigui, experiente no futebol matogrossense e considerado um dos maiores goleiros da história do Santa Cruz. Na antiga posição de Birigui, está um dos jogadores mais experientes do elenco. Flávio Gomes, que atuou por várias vezes na Série B defendendo o gol do São Raimundo-AM

GRUPO A9 (Naviraiense-MS, Londrina-PR, Chapecoense-SC, Ypiranga-RS)

Senhoras e Senhores, apresento o Naviraiense. Vindo de Naviraí, interior do Mato Grosso do Sul, próximo a divisa com o Paraná, o Naviraiense mostra, junto com Cene e Ivinhema, que a força do futebol pantaneiro está agora, distante de Campo Grande. O debutante Naviraiense tem um comando que não é tão novo assim. Itamar Bernardes, um verdadeiro cigano do futebol paranaense.
A vida do “Jacaré do Cone Sul”, não deve ser fácil. O Londrina quer voltar aos velhos tempos, quando chegou a Primeira Divisão. Os maiores adversário do Tubarão nos últimos meses, estavam fora de campo. O clube foi rebaixado no Paranaense. E no mês de junho, houve greve devido a falta de salários.
Para a Chapecoense, o trunfo é o caldeirão do estádio Índio Condá, temido pelos grandes clubes do estado. Na zaga, um nome muito familiar para os torcedores azulinos: o zagueiro Anelka, ex-Remo, Castanhal e Pinheirense.
De Erechim, norte gaúcho, o Ypiranga é mais um que entrou de última hora, devido a desistências de outros clubes. O técnico Tonho Gil conta com o zagueiro Augusto, que conquistou o acesso com o Guarani para a Série B em 2008, e o atacante Sharlei, destaque do Brasil de Pelotas na Série C.

GRUPO A10 (Corinthians-PR, Pelotas-RS, São José-RS e Brusque-SC)

Da união das famílias Malucelli e Trombini, nasceu o Malutrom. Aquele que seria uma pedra no sapato do trio de ferro paranaense. Os Trombini deixaram o negócio e o presidente Juarez Malucelli então rebatizou o time de J.Malucelli. Com este nome, ficaria difícil conseguir torcedores e então, Juarez resolveu dar o pulo do gato. Fez uma parceria com o Corinthians e então, criou a versão paranaense do Timão, que fará agora, sua primeira competição oficial. O elenco é basicamente formado por jovens atletas, que se mostrarem futebol, podem ir para o Corinthians Paulista, como já aconteceu com o volante Jucilei, que por isso, está fora da Série D.
O primeiro adversário do Timão Genérico será o Pelotas, que trouxe de volta ao Rio Grande do Sul, o meia Maicon Sapucaia, campeão da Série C pelo Guarani e tem no ataque o experiente Dauri, com passagem pelo Botafogo.
Auto-intitulado, o “clube mais simpático do Rio Grande do Sul”, o São José teve uma baixa há uma semana do início da Série D. O técnico Itamar Schulle foi embora e André Luis, um velho conhecido da torcida do Zequinha.
No Brusque, o clube quer tentar buscar “na força” o acesso. Do Mato Grosso, trouxe o atacante Gil, de 1,90

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